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De repente em meio a tarde reluzente

O telefone toca insistente

Uma voz rouca meio ofegante

Parecendo estar excitante

Pergunta se sabe quem sou

 

Fico na dúvida, já faz tanto tempo

Ficaram momentos, difícil de esquecer...

Consigo identificar, apesar de tantos anos

Assim num relance, dentro do peito

Não era engano, meu coração alertou

Bateu uma saudade, apesar dos anos, o tempo voltou

 

E aquela voz rouca, recordou as loucuras

Falou das das promessas, e de tantas juras

Do encontro de amantes, com paixão tão pura

E do baú de saudades, tanta coisa brotou

 

Como em todo romance há um lado mal

Tudo um dia acabou, por alguma coisa banal

Mas mesmo com o passar dos anos, nada apagou

Só alguns cabelos brancos, que não estavam nos planos

E que o amigo tempo, não perdoou

 

E apesar da despedida fria, daquele dia

Um resto de calor daquele romance ainda ficou

Ela senhora, mulher desejo, que me pertenceu

Me fez tão bom sentir, que o seu amor não morreu

Mesmo sendo de outro que não sou eu

 

Foi bom saber, ser parte de seu passado

Que mesmo em lembranças, ainda sigo ao seu lado

Fez meu ego crescer, me sentir tão imenso

que não quis macular esse momento

Com outros pensamentos, que não fosse o seu

 

Naquele cair de tarde ensolarado

Tranquei-me em meu quarto, rolando de lado

Ouvindo certa música, sonhando acordado

Revivendo traços de flashback, de anos dourado

Acreditando que as vezes não é tão ruim, lembrar o passado

 

J.Carlos Santana Cardoso
santanacardoso@msn.com

 

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